§ Temas · Seis lentes

Temas

A forma das cidades nunca é final, necessita de um desenho contínuo no horizonte. Esta evolução exige debate, reflexão e acção em áreas estratégicas.

Temas

T/01 · Tema

Habitação

Habitar é pertencer — e as casas onde vivemos reclamam sempre uma cidade melhor. Uma casa nunca existe sozinha: existe numa rua, num bairro, numa paisagem de serviços, memórias, vizinhos, mudanças e possibilidades. Falamos da habitação como direito e como património, como potencial, e o começo de cada dia.

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T/02 · Tema

Comunidade

Bairros, vizinhança, pertença, memória e vida comum. Uma comunidade existe quando há partilha de espaço, valores, identidade, interesses ou actividades. As cidades são feitas de comunidades — que se cruzam, sobrepõem, contradizem e cuidam umas das outras. Lemos os bairros pelo que partilham e pelo que ainda não sabem que os une.

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T/03 · Tema

Investimento

Investir é escolher uma forma de futuro. O capital também constrói cidade; a pergunta é sempre que tipo de cidade devemos desenvolver? As cidades falam entre si, competem pelos diversos capitais e recursos: as pessoas e o conhecimento, os valores e as culturas, e o investimento com que se constrói um novo mundo urbano.

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T/04 · Tema

Cultura

A cultura comunica o invisível: símbolos, histórias, memória e identidade territorial. Contamos histórias para não sermos esquecidos. Sem cultura não há território. É pela cultura que uma rua, um edifício ou um bairro deixam de ser coordenadas para se tornarem lugares reais.

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T/05 · Tema

Ambiente

Energia, floresta, água, solo, risco climático e limites naturais. Cuidar do que nos sustenta é dialogar com o futuro e com quem nele habita. O ambiente não é o pano de fundo da cidade. Ler o território e esquecer o clima, a água e o solo - é confundir preço com valor.

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T/06 · Tema

Tecnologia

Os dados, a mobilidade, a infraestrutura digital e as plataformas. A tecnologia é uma energia da cidade que decide quem mede, quem acede e quem beneficia. A tecnologia é uma decisão política e territorial: sensores, redes sociais e de poder, sistemas municipais e infraestrutura digital moldam quem participa, quem é visível e quem controla a leitura do lugar.

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